quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O vento...



Tenho um companheiro muito amigo,
Fica espreitando a vida comigo,
Parado ao meu lado, um tanto eufórico,
Seguindo-me quando pelos caminhos eu sigo...
Tem um temperamento próprio,
Mas sempre se adapta ao meu...
É tanto meu amigo,
Que geme tanto quanto eu,
Que canta, quando canta a alma minha...
Abraça-me, me enlaça, com os braços seus...
Às vezes me agita,
Como a mostrar-me que a vida,
Não é bem como penso, como sinto, como vejo...
Em seu temperamento um tanto bravio, outro tanto amigo,
Mostra-me que estou bem vivo!
Ele, o vento, tão meu amigo,
Ciente dos sentimentos meus,
Chora comigo, as saudades tuas...
Sorri, comigo, com as lembranças nossas...
E para que eu não morresse de tristezas e de mágoas,
Levou para bem longe, distante de mim agora,
As duras palavras tuas,
De adeus...

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