domingo, 27 de maio de 2012

Amor intruso



Que amor é esse que devassa meu silêncio
Usurpa sentimentos, me isola nas lembranças,
Velando na atmosfera densa, 
Cada movimento...
Torrente de sentidos a flor da pele, emoções,
Celebra momentos, razão de vida,
Nossos lábios de entrega...
Não quero ser nem sou, estar apenas presente
Esperando teu perfume, essência desnuda,
A fugacidade espreita dos amantes...
É brisa a roçar a pele, ilusão de ti, 
Sutil instante a despir-me em sonhos
Presa dócil, completude andrógina, 
Nos corpos que tudo sente, 
Santifica a dor, d’outra parte ausente...
Desfaleço no abraço, no revelar-se o sagrado,
Semente do olhar que me escolheu carente,
De teu grito e paixão instauro a finitude,
Desterro meus medos, todo passado,
Para o eterno sempre...

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